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Manuel Robalinho

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Tenho 2 filhos lindos............
O Nuno e a Catarina.
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April 13

Estou em Casa nova

 
 
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February 26

O Labirinto

 
 
Robalo

O Labirinto

 

Encontrei a fogueira incandescente,

E um apego a tudo que queima de tão quente,

Encontrei um labirinto por entre as mãos,

Um cruzar de rotas, muitos sim’s e muitos nãos!

No saboroso momento de decifrar do mapa,

Encontrei uma mensagem dentro de uma garrafa,

De um enigma que desenhou um atalho no caminho,

Que me leva à descoberta de um cálice de vinho,

E o labirinto que tanto parece indecifrável,

Torna-se o dia, e passa a ser quebrável,

Quebram-se os muros onde esbarravam os medos,

E secam os rios num estalar dos dedos,

Fica o labirinto sem fórmula complexa,

Fica o dia mais claro e parto à descoberta!

 

Nenúfar 26/2/2008

 

 

February 22

Hoje estou assim !

 
 
 
 
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Hoje estou assim !

 

No teu jeito gaiato de chamar por mim,

Em teu rolar na cama, que me deixa parado, assim,

A sonhar pular para os teus braços,

Sussurrar-te ao ouvido,

Que quero seguir os teus passos,

Quero ser o teu guarda-costas,

Teu agente secreto, se gostas,

Teu amante a tempo inteiro,

E o sortudo que ganha teu beijo!

 

Hoje lembrei-me de ser também o teu Mago,

Fazedor de magia com uns pós que trago,

Semeador de pó de perlimpimpim,

Onde capturo o teu olhar,

Só para mim!

 Nenúfar

February 17

Voltando do exílio

 
 
 
 
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Voltando do exílio

 

Voltei envolto no segredo,

Deixei para trás uma vida e o medo,

Levantei a ancora que me prendia à terra,

E fui no vento, à procura da minha guerra !

 

Voltei de mãos vazias e com pouca cor,

Equilibrado no fio da navalha que leva a minha dor,

Voltei do deserto onde me perdi,

E de um mundo para o qual eu já morri!

 

Voltei na flecha disparada pelo teu arco,

Montado em meu cavalo digital, com quem parto,

Voltei para me fazer de novo ao mar,

Vença eu a tempestade e terei de novo o luar!

 

Nenúfar 16/2/2008

February 10

Desalento !

 
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Desalento !

 

Faço-me guerreiro e herói,

Escondo a dor da ferida que dói,

Faço figas e rezas ao santo,

Limpo as lágrimas e abafo meu pranto;

Em dias que espremidos, dão em nada,

E escrevo o que resta da história pela madrugada,

Rabisco as folhas para acalmar a alma,

Para não dar em louco,

Ou para entreter a mente, que de tão pouco,

Não está habituada.

 

Vivo um vazio de ideias e caminhadas,

Um árido terreno que diluo nas almofadas;

Sem sombras que sigam meu passo,

Sem perfume no caminho e fora do compasso,

O avesso de um jogo,

Onde vivo e onde morro,

Onde ilustro um belo quadro,

Fingindo as cores para desenhar meu fardo,

Uma história sem guião, nem fim à vista,

Um rodar de dias com futuro pessimista!

 

Nenúfar